Publicado em 10.09.2019 - Parceria Escola-Família - Sem comentários

Dar limites é…

  • ensinar que os direitos são iguais para todos;
  • ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo;
  • fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros;
  • dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário;
  • só dizer “não” aos filhos quando houver uma razão concreta;
  • mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas;
  • fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (conviver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam);
  • ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa, amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe dê um parecer sobre sua promoção);
  • desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido essa habilidade, agirá de forma insensata e desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão);
  • evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é o mais provável), não conseguirá lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente;
  • saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo;
  • compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa;
  • ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente, dar o exemplo (quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens têm de viver seu dia a dia dentro desses mesmos princípios – ainda que a sociedade não tenha apenas indivíduos que agem dessa  forma).

 

Dar limites não é…

  • ser autoritário (dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta a do outro dia, por exemplo);
  • deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a “lei do mais forte”;
  • gritar com as crianças para ser atendido;
  • bater nos filhos para que eles se comportem (quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar);
  • fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade de fazer;
  • deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado;
  • invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito;
  • provocar traumas emocionais (toda criança tem capacidade de compreender um “não” sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este “não” tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais). O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física (bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum), humilhações e desrespeito à criança.

 

 Texto extraído do livro “Limites Sem Trauma”, de Tânia Zagury, e adaptado pelo Serviço de Orientação Psicopedagógica – SOP. 

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