Publicado em 14.05.2019 - Parceria Escola-Família - Sem comentários

Seu filho não nasce responsável ou irresponsável. O sentido da responsabilidade não se transmite geneticamente, aprende-se com a experiência. A ação dos pais é básica e a vida em família constitui a principal escola.

A RESPONSABILIDADE SE APRENDE NA VIDA FAMILIAR.

Um erro frequente de muitos pais é pretender prolongar, mais além que o devido, a infância das crianças, impedindo-lhes, na prática, que assumam responsabilidades.

Veja, a seguir, dicas de especialistas para que seu filho cresça responsável.

– Seja o modelo

Dar responsabilidades para as crianças desde cedo é essencial. Faz parte da educação de valores e de disciplina para a vida, conforme ressalta Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID) e fundadora no Brasil da rede Aliança pela Infância. “As crianças começam imitando os pais nas suas próprias atitudes e formas de cuidar, arrumar, organizar, limpar. Por isso é tão essencial o fazer dos pais antes de dar essas responsabilidades, pois a criança naturalmente irá imitá- los. De início, no seu faz de conta e, depois, na vida real”, afirma Adriana.

– Peça que todos participem das tarefas do lar

Os cuidados com a casa devem ser de responsabilidade de todos da família, mesmo quando essa família conta com a ajuda de uma empregada doméstica. “Cada um na casa deve ter suas tarefas, não pode ficar tudo sob a responsabilidade da mãe ou da empregada”, diz Maria Rocha, pedagoga. Se a criança cresce vendo que o pai não precisa fazer nada no lar, vai questionar por que ela precisa participar. Da mesma forma, meninos e meninas devem ter as mesmas responsabilidades. Já se foi o tempo em que esta ou aquela tarefa eram determinadas como “trabalho de mulher”.

– Ensine seu filho a cuidar do que é dele

Desde bem pequenas, as crianças devem aprender a cuidar de si mesmas e de suas coisas. Depois de brincar, os pais devem orientar os filhos a guardar e a organizar seus brinquedos. No começo, devem fazer isso junto com eles e, depois, deixar que façam sozinhos. Mas é importante usar o discurso certo ao fazer a tarefa junto com o filho: “Não diga ‘me ajude a arrumar os seus brinquedos’, porque isso vai mostrar à criança que essa é uma responsabilidade da mãe ou do pai, quando na verdade é dela. O certo é dizer ‘vou ajudar você a guardar seus brinquedos para mostrar como se faz’”, diz Maria Rocha.

– Não faça pelo seu filho o que é tarefa dele

Assim como os pais não devem fazer a lição de casa dos filhos, mas ajudá-los em suas dúvidas, não devem também fazer as tarefas domésticas das crianças quando elas se esquecem ou se recusam a fazê-las. “Fazer a lição de casa ou as tarefas pelo filho só prejudica o processo de desenvolvimento e aprendizagem. Pode ser um caminho mais ‘rápido’ e, aparentemente, fácil para os pais, mas, no futuro, terá consequências prejudiciais para a autonomia da criança”, afirma Adriana Friedmann.

– Converse com seu filho e estabeleça as regras

Gritar e usar de violência definitivamente não são o caminho para conseguir que seu filho execute as tarefas domésticas e seja responsável. “O diálogo é fundamental tanto para os pais compreenderem porque a criança não realiza o que lhe é solicitado, quanto para a criança saber que sempre poderá ter um canal de conversa com os pais. Gritar ou usar qualquer outra forma de violência ou autoritarismo surtem o efeito contrário e podem tornar a criança revoltada, agressiva ou arredia à realização de quaisquer tarefas”, diz Adriana Friedmann. Para Maria Rocha, quando as crianças são bem pequenas, os pais podem dar reforços positivos a cada tarefa executada: “Você pode combinar com a criança de pintar 5 carinhas felizes em uma folha de papel ou no caderno quando ela guarda os brinquedos, por exemplo”. Para as crianças mais velhas, segundo ela, vale estabelecer as consequências caso as tarefas não sejam cumpridas, como retirar um valor da mesada ou não deixá-las fazer algo de que gostam. Dessa forma, deve-se trabalhar a criação da criança, que é autora e de identidade própria, para que se torne uma cidadã adulta capaz de agir com responsabilidade e dentro dos valores da sociedade.

Texto adaptado pelo Serviço de Orientação Psicopedagógica – SOP.

Disponível em: Educar para Crescer.

http://educarparacrescer.abril.com.br

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