Publicado em 02.06.2017 - Parceria Escola-Família - Sem comentários

A família é a base da formação humana

Os filhos aprendem por meio dos exemplos e um olhar diferenciado,
atento e afetuoso traz um ganho no desenvolvimento de cada um que compõe esse grupo social. 

escovando dente

Nesse mês da família, vale falar sobre a sua importância no desenvolvimento da identidade da criança e do adolescente. É na família que são construídos os alicerces do ser humano, portanto devemos valorizar e cuidar das nossas relações familiares. Esse pequeno grupo social é constituído de várias maneiras e é fundamental compreender que, independentemente dos membros que a formam, o que vale é a qualidade nas relações, já que atitudes e posturas das pessoas servem como referência de identificação, formando uma relação saudável, afetiva e cuidadosa.
Os filhos aprendem por meio dos exemplos e um olhar diferenciado, atento e afetuoso traz um ganho no desenvolvimento de cada um que compõe esse grupo social. Diariamente ouvimos histórias de adolescentes que nos fazem refletir sobre as nossas próprias condutas como pais, questionando e colocando em dúvida as nossas ações. Não é difícil ouvir sobre aqueles que, infelizmente, se encontram envolvidos com álcool e drogas, cada qual com uma justificativa.
Entretanto, pequenas atitudes em nosso cotidiano podem funcionar como prevenção:
– Estar com a família precisa ser saudável, os membros devem demonstrar afeto e garantir a individualidade de cada um;
– Manter um diálogo, sendo capaz de ouvir a opinião do adolescente e ponderar com argumentos quando discordar;
– Acompanhar o desenvolvimento escolar e verificar as necessidades de intervenção;
– Trabalhar com a paciência, saber esperar por sua vez ao se comunicar com o outro;
– Dar espaço para que o adolescente pergunte, responder às dúvidas com veracidade, de acordo com a faixa etária. A partir dos 10 ou 11 anos já é possível trabalhar com informações sobre drogas;
– Esclarecer os danos físicos e emocionais causados pelo consumo de álcool e drogas, além da questão legal;
– Ter um equilíbrio entre restrição e liberdade, dar o limite e ir observando como o adolescente lida com a responsabilidade;
– Ser o exemplo, não é coerente alertar sobre o uso de álcool se os pais o consomem de maneira excessiva;
– Ter coerência entre os pais é fundamental na formação do caráter do indivíduo.

A proteção dos pais tem um limite, não há como manter os filhos longe da realidade, a fase em que se encontram envolve festas, encontros, baladas e não há como privá-los o tempo todo, mas eles precisam ser acompanhados. Monitorar com quem estão e onde estão não é autoritarismo, é responsabilidade e zelo.

Uma última observação e a mais perspicaz: na medida do possível, procure levá-lo e buscá-lo ao final de um evento. É importante ver onde e com quem os filhos estão e como voltam de uma situação social, sem as alterações que comumente vemos em alguém que consumiu álcool ou drogas. Isso lhe dará mais tranquilidade para tomar as decisões a respeito dos grupos e locais que deve autorizar que seu filho frequente.

A educação dos nossos filhos está em nossas mãos, a sociedade e os grupos sempre exercerão uma força sobre a formação do ser humano, mas é na família que os adolescentes encontram as referências. Ensinando que, mesmo que muitos estejam fazendo o que é errado, fazer o que é certo é sempre a melhor escolha.

Ana Paula Nigro Cabral Nascimento
Coordenadora de Ensino Fundamental II e Médio do Colégio Dom Bosco


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