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O que é BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem como objetivo unificar conteúdos básicos, que devem ser ensinados em todo o país e que correspondem ao currículo mínimo obrigatório de uma escola.

A Base não é um currículo, é uma referência dos objetivos de aprendizagem de cada uma das etapas. São esses objetivos de aprendizagem que irão pautar o currículo de todas as redes públicas e particulares do país. Com isso, a Base procura garantir a equidade do ensino, ou seja, reduzir as desigualdades ao oferecer a todos as mesmas oportunidades de aprender.

Quais mudanças acontecem na prática com a implementação da Base?

  • Exames vestibulares e o ENEM devem ser elaborados conforme a Base;
  • Aulas de Inglês passam a ser obrigatórias a partir do 1º Ano;
  • Aulas de Matemática passam a apresentar noções de estatística e probabilidade a partir do 1º Ano do Ensino Fundamental;
  • As aulas devem abordar temas como o respeito à diversidade e combate a todos os tipos de preconceito. Ideologia de gêneros não será abordado;
  • Seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento passam a ser assegurados às crianças: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se;
  • Torna-se necessária a aplicação de tecnologias na escola, para inclusão digital dos alunos.

Como o Dom Bosco trabalhará a Base Nacional Comum Curricular?

Hoje a escola precisa preparar jovens para resolver problemas, para analisar o mundo que os cercam, para criar novas soluções e, mais do que isso, aprender a conviver e a respeitar os valores de cada um. A Base privilegia as competências cognitivas de um lado e, de outro, as competências socioemocionais e é esse conjunto que estará alinhado aos conteúdos tradicionais e dará cor à nova escola.

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Educação Infantil

Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciarem desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural.

Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil

  • Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas. 
  • Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
  • Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.
  • Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.
  • Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens.
  • Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.

 

O Ensino Fundamental no contexto da Educação Básica

O Ensino Fundamental, com nove anos de duração, é a etapa mais longa da Educação Básica, atendendo estudantes entre 6 e 14 anos. Há, portanto, crianças e adolescentes que, ao longo desse período, passam por uma série de mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, entre outros.

Anos Iniciais

Nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização, a fi m de garantir amplas oportunidades para que os alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas de letramentos.

Ao longo do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, a progressão do conhecimento ocorre pela consolidação das aprendizagens anteriores e pela ampliação das práticas de linguagem e da experiência estética e intercultural das crianças, considerando tanto seus interesses e suas expectativas quanto o que ainda precisam aprender.

Anos Finais

Ao longo do Ensino Fundamental – Anos Finais, os estudantes se deparam com desafios de maior complexidade, sobretudo devido à necessidade de se apropriarem das diferentes lógicas de organização dos conhecimentos relacionados às áreas. Tendo em vista essa maior especialização, é importante, nos vários componentes curriculares, retomar e ressignificar as aprendizagens do Ensino Fundamental – Anos Iniciais no contexto das diferentes áreas, visando ao aprofundamento e à ampliação de repertórios dos estudantes.

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Infográfico das Competências Gerais – BNCC (clique na imagem para ampliar) SAS – Plataforma de Educação

O que muda no Ensino Médio (previsto para 2020)

Mudará a distribuição do conteúdo das 13 disciplinas tradicionais ao longo dos três anos; com a MP, apenas Matemática, Português e Inglês são obrigatórias. A reforma baseia-se também em uma maior flexibilidade do que o aluno vai aprender em sala de aula, abrirá espaço para o ensino técnico, além de incentivar a ampliação de escolas de tempo integral.

Como vão ocorrer essas mudanças no Ensino Médio?

Itinerários formativos

O currículo do Ensino Médio será definido pela BNCC, no momento em elaboração. A carga horária do Ensino Médio será dividida em cinco “itinerários formativos”. As escolas, pela reforma, não são obrigadas a oferecer aos alunos todos eles, mas deverão oferecer ao menos um dos itinerários. As cinco áreas de estudo são:

  • Linguagens e suas Tecnologias
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias
  • Matemática e suas Tecnologias
  • Formação Técnica e Profissional
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Carga horária

O texto determina que 60% da carga horária seja ocupada obrigatoriamente por conteúdos comuns da BNCC, enquanto os demais 40% serão optativos, conforme a oferta da escola e interesse do aluno, mas também seguindo o que for determinado pela Base Nacional. No conteúdo optativo, o aluno poderá, caso haja a oferta, se concentrar em uma das cinco áreas mencionadas anteriormente.

Língua estrangeira

Antes da reforma, as escolas podiam escolher se a língua estrangeira ensinada aos alunos seria o Inglês ou o Espanhol. Agora, se a escola só oferece uma língua estrangeira, essa língua deve ser obrigatoriamente o Inglês. Se ela oferece mais de uma língua estrangeira, a segunda língua, preferencialmente, deve ser o Espanhol, no entanto, sem ser obrigatório.

Tempo integral

Outro objetivo da reforma é incentivar o aumento da carga horária. No Ensino Médio, a carga deve, agora, ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800 horas por ano. A meta é que, no prazo máximo de cinco anos, todas as escolas de Ensino Médio do Brasil devem ter carga horária anual de pelo menos mil horas. Atualmente o Colégio Dom Bosco já leciona mais de 1,4 mil horas anuais no Ensino Médio.

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Gráfico das Competências Socioemocionais – SAS Plataforma de Educação (clique na imagem para ampliar).